A crueldade dos testes em animais

barbara January 16, 2013 1
A crueldade dos testes em animais

Entrou em vigor esse mês, em Israel, a lei que proíbe a fabricação e a venda de cosméticos e produtos de higiene pessoal testados em animais. Apesar da boa notícia, há uma exceção para produtos médicos. “Com essa lei, esperamos criar uma mudança de percepção que vai proibir os testes em animais por completo, no futuro”, disse o político israelense Eitan Cabel.

Israel não é o primeiro país que toma medidas contrárias à vivissecção. A legislação inglesa proíbe os testes em animais desde 1993 – apesar de, hipocritamente, permitir que os testes sejam realizados em outros países. A União Europeia também prevê o fim das experiências feitas com animais até 2013. Nos EUA, mais de 100 faculdades de Medicina (70%) não utilizam animais vivos nas aulas práticas, e no Canadá, desde 2010, as universidades estão proibidas de usar animais para qualquer tipo de teste.

No Brasil, foi aprovada em 2008 a Lei Arouca, que regulamenta o uso de animais em experimentos científicos. Porém, o uso indiscriminado em bichos das mais diferentes espécies continua legalizado no nosso país (para a felicidade de países como a Inglaterra, que realizam seus testes aqui).

De acordo com a BBC, os animais mais usados em testes são os ratos (72%), seguidos de peixes (13%) e pássaros (4%). Cachorros, gatos e primatas não humanos constam em menos de 0,5% dos procedimentos. A diversidade de testes é grande, mas a maior categoria – 466 mil procedimentos – envolve o sistema imunológico, seguido do sistema nervoso.

Em 2010, especialistas da União Europeia publicaram uma lista de testes necessários à indústria cosmética, para os quais ainda não há alternativas ao uso de animais. O argumento de defesa à prática é de que não se pode lançar no mercado um produto que não tenha passado pelos devidos testes, afim de que ele não cause danos à população.

Na contramão, especialistas garantem que os testes em animais não tem valor preditivo. Segundo Ray Greek, autor do livro Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, a indústria farmacêutica já divulgou que os remédios normalmente funcionam em 50% da população. “Algumas drogas funcionam em 10% da população, outras 80%. Mas isso tem a ver com a diferença entre os seres humanos”, explica. Logo, os testes em animais não garantem nada e “são uma falácia”.

E agora o leitor pode perguntar: mas afinal, o que há de tão errado no ato de utilizar animais para fins científicos?

O portal Vista-se, escreveu um artigo muito interessante sobre isso, em agosto de 2012. Ele descreve os três principais motivos para ser contra os testes em animais: a crueldade, o atrasado no desenvolvimento da ciência e a ineficiência desses testes.

A revista Veja, em 2010, também realizou uma série de reportagens (a entrevista com Ray Greek faz parte dela) que defendem ou vão contra a prática da vivissecção.

Você pode escolher o seu lado, mas para mim, para a Ativeg, e para todas as instituições de defesa aos animais, a vivissecção nada mais é do que mais uma demonstração prática de especismo: animais sendo utilizados de forma cruel, devastadora, e sem opção de defesa, para fins que beneficiam apenas nós, seres humanos.

Fontes:

VEJA, agosto de 2012. “Utilizar animais em pesquisa científica: certo ou errado?”. Disponível aqui.
HYPESCIENCE, março de 2012. “Precisamos de animais na pesquisa científica?”. Disponível aqui.
CICLOVIVO, julho de 2012. “Uso de cobaias animais ainda gera polêmica em todo o mundo”. Disponível aqui.
VEGANBR, julho de 2012. “Canadá proíbe testes em animais nas universidades”. Disponível aqui.
REVISTA PITTACOS. Disponível aqui.
VISTA-SE, agosto de 2012. “3 motivos para ser contra testes em animais”. Disponível aqui.
VISTA-SE, janeiro de 2013. “Israel proíbe comercialização de cosméticos testados em animais“. Disponível aqui.

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1 Comentário »

  1. Jucilene January 31, 2013 at 5:48 am - Reply

    Parabéns, Bárbara!!! Você não está sozinha nesta causa. Meu grande sonho é que, um dia, nenhum animal seja tomado, subjugado, dominado e usado pelo homem. Amém!

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